Tropas camufladas, invasão anfíbia e bombardeios na água: governo Trump pressiona Maduro com exercícios militares no Caribe; VÍDEOS e FOTOS

  • 29/11/2025
(Foto: Reprodução)
Governo Trump faz exercícios militares por terra, ar e mar para pressionar Maduro Desde o início da escalada militar dos Estados Unidos no Caribe, o governo Trump multiplicou as fotos e vídeos divulgados de exercícios militares na região com o objetivo de pressionar o governo venezuelano de Nicolás Maduro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um levantamento feito pelo g1 com base no banco de imagens do Departamento de Defesa dos EUA mostrou que o governo Trump mais que quadruplicou a divulgação de fotos e vídeos de manobras militares no mar do Caribe entre o início de agosto — quando Trump autorizou ação militar contra cartéis de drogas latino-americanos— e o final de novembro, na comparação com os primeiros sete meses de 2025. Entre as imagens divulgadas, estão: Tropas treinando tiro e situações de combate de curto alcance com silenciador e com camuflagem na selva; Desembarque terrestre com veículos anfíbios em Porto Rico (que servem para desembarque de tropas e veículos em praias) —exercício conhecido como bold alligator (jacaré ousado, em português); Bombardeios no mar com jatos de guerra; Voo em formação de jatos e helicópteros; Navegação com lanchas de ataque rápido soldados Navegação de navios de guerra em formação no mar do Caribe; Reparos em jatos de guerra F-35 em Porto Rico. Apesar de temores de um ataque direto dos EUA em território venezuelano, neste momento em que a escalada militar permanece no plano das tensões, esse tipo de demonstração compõe, segundo especialistas, um elemento importante do embate entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Venezuela, Nicolás Maduro: o jogo psicológico. Helicóptero da Marinha dos Estados Unidos lança iscas de calor em exercício de combate no mar do Caribe em 22 de setembro de 2025. Andrew Eggert/Marinha dos Estados Unidos A divulgação de imagens desses exercícios militares é notória e não deve passar despercebida, afirmou ao g1 o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin. Isso porque esses exercícios já são uma demonstração de força e podem causar efeitos políticos. O contexto da publicação dessas fotos e vídeos, em que Donald Trump ameaça realizar ações militares diretas contra a Venezuela, também deve ser levado em consideração, segundo o professor. Em uma escalada sem precedentes contra o regime Maduro, Trump organizou uma presença militar massiva no mar do Caribe para cercar o governo venezuelano. Entre os aparatos mobilizados estão o grupo de ataque USS Gerald Ford do maior porta-aviões do mundo, navios de guerra —destróieres e anfíbios—, ao menos um submarino nuclear, jatos de combate F-35, helicópteros de operações especiais e aviões bombardeiros. Fuzileiros navais atiram durante exercício no Mar do Caribe Comando Sul dos EUA A bordo dessas embarcações no Caribe estão cerca de 13 mil soldados, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), think thank dos EUA especializada em guerra. Somada a outros elementos como geografia e vegetação, essa quantidade de tropas não permite uma invasão terrestre na Venezuela. No entanto, operações militares especiais na Venezuela são possíveis e prováveis caso Trump decida agir por terra, e nesse contexto poderiam ocorrer bombardeios ou incursões terrestres pontuais no território venezuelano, segundo Brustolin. Helicópteros dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos sobrevoam navio de desembarque anfíbio durante exercício militar em Arroyo, no Porto Rico, em 5 de setembro de 2025. Kyle Baskin/Marinha dos Estados Unidos Isso porque, nas operações especiais, táticas mais dinâmicas e furtivas são empregadas e com uma quantidade mais enxuta de soldados, segundo Brustolin. Além disso, explicou o professor, o aparato militar mobilizado no Caribe permitiria o emprego, na Venezuela, de uma logística complexa que atende a esse tipo de investida. Dada essa capacidade, algumas das imagens compartilhadas pelo governo Trump indicam que essas situações estão sendo treinadas. Isso é comum, segundo Brustolin, porque missões cirúrgicas e furtivas, de infiltração marítima discreta e rasante, de desembarque rápido, tudo coordenado em baixa assinatura, fazem parte do portfólio de treinamentos militares dos EUA e são treinados constantemente. Há a possibilidade real de operações noturnas, especialmente, e furtivas na região de Caracas/La Guaira, porque essa região, justamente porque a capital está muito próxima do litoral. (...) A topografia da região, com vales, túneis, e encostas, cria áreas de sombra para radares, o que facilita aproximações discretas. (...) A Venezuela tem muitos soldados e milícias, só que a sua costa extensa, as defesas da Venezuela são heterogêneas, os sistemas de vigilância têm lacunas e a geografia favorece aproximações rasantes, disse Brustolin. Fuzileiros navais dos Estados Unidos em exercício de combate a curto alcance em ambiente de baixa luminosidade em Porto Rico em 2 de outubro de 2025. Kyle Baskin/Marinha dos EUA O g1 entrou em contato com o Comando Sul —braço do Exército dos EUA que atua na América Latina— para perguntar sobre os exercícios militares, porém não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusa os EUA de buscarem tirá-lo do poder e denunciou estarem inventando uma guerra para justificar a ação. Dono de um Exército defasado e muito mais fraco que o americano, Maduro alterna seus apelos contra a escalada militar dos EUA entre demonstrações públicas pitorescas e tentativas de negociação com os EUA nos bastidores: Ele já fez pedidos em inglês de no crazy war, yes peace (sem guerra maluca, e sim paz), fez marcha com seus apoiadores contra o imperialismo, e dançou a um remix de falas suas e à música Imagine, dos Beatles. Esse comportamento foi descrito por especialistas por uma diplomacia da comédia. Por outro lado, o presidente venezuelano já ofereceu aos EUA o monopólio sobre a exploração de recursos energéticos e minerais da Venezuela e também pediu para ficar até mais três anos no Miraflores antes de renunciar, segundo o jornal americano The New York Times —ambas as tentativas foram negadas por Trump. Soldado da Marinha dos EUA treina tiro com fuzil de longo alcance (sniper) a bordo do navio anfíbio USS San Antonio em 27 de setembro de 2025. Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos Fuzileiro naval dos Estados Unidos treina com camuflagem e fuzil durante exercício de reconhecimento em selva de Camp Santiago, no Porto Rico, em 11 de novembro de 2025. Divulgação/Marinha dos Estados Unidos Grupo de ataque USS Gerald Ford navega em formação na região da América Latina do Oceano Atlântico em 13 de novembro de 2025. Gladjimi Balisage/Marinha dos Estados Unidos Jato de guerra decola do porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, no mar do Caribe em 13 de novembro de 2025. Divulgação/Marinha dos Estados Unidos

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/11/29/tropas-camufladas-invasao-anfibia-e-bombardeios-na-agua-governo-trump-pressiona-maduro-com-exercicios-militares-no-caribe-videos-e-fotos.ghtml


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