Trabalhador que morreu atropelado durante montagem de feira fazia hora extra para comprar geladeira para mãe, diz irmã

  • 30/11/2025
(Foto: Reprodução)
Alex Nunes Viana Bezerra foi morto atropelado no Segundo Jardim de Boa Viagem, no Recife Reprodução/WhatsApp O montador Alex Nunes Viana Bezerra, o trabalhador de 25 anos que morreu atropelado durante a montagem de uma feira cultural na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi enterrado neste domingo (30). Ao g1, a irmã dele, Viviane Leite, contou que Alex estava fazendo hora extra no momento do acidente. Segundo a parente, ele queria comprar uma geladeira para a mãe. "Ele era montador alpinista porque subia em estruturas de show, ornamentação de festa, de Natal, São João, essas coisas. Ele trabalhava até as 18h e, após esse horário, o encarregado da empresa perguntava quem queria fazer hora extra. Ele disse que iria fazer hora extra essa semana porque... Ele disse: 'eu vou comprar a geladeira da minha mãe à vista'", contou. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O atropelamento aconteceu na madrugada do sábado (29). Alex estava trabalhando quando um carro em alta velocidade invadiu o espaço do evento, no Segundo Jardim de Boa Viagem, e atingiu o montador (veja vídeo abaixo). De acordo com testemunhas, o impacto da batida foi tão forte que a vítima teve uma das pernas amputada no momento da colisão. De acordo com a irmã de Alex, o montador morava com a mãe deles no bairro de Nova Descoberta, na Zona Norte da capital pernambucana. "A gente espera que vá [o caso] para o júri popular. A gente não quer que vá como crime de trânsito, porque isso não foi um crime de trânsito. Isso foi um homicídio. A partir do momento em que a pessoa ingere álcool e no estado há uma lei proibindo que isso aconteça, quando eu ingiro álcool, eu tenho a intenção de cometer um crime", afirmou. Trabalhador morre atropelado durante montagem de feira cultural no Recife Prisão preventiva O motorista, Gabriel Graciliano Guerra Barretto de Queiroz, de 19 anos, foi preso em flagrante e autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Horas depois do acidente, em audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva do jovem, que foi levado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. O g1 tenta contato com a defesa dele. A decisão foi publicada pela juíza Andréa Calado da Cruz. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a magistrada decretou a prisão com base na gravidade do caso, na condução do veículo sob efeito de álcool e no risco que a liberdade do motorista representaria para a ordem pública. "Considerando a gravidade concreta do fato, o modo de agir temerário, a condução de veículo sob influência de álcool com resultado morte, o desprezo pela sinalização e o risco de reiteração em contexto de aumento de sinistros de trânsito por álcool e direção, decreto a prisão preventiva de Gabriel Graciliano Guerra Barretto de Queiroz, como medida necessária à garantia da ordem pública e à preservação da credibilidade do sistema de justiça penal", diz um trecho da decisão. 'Apegado à família' Ao g1, Viviane Leite contou que Alex era apegado à família e aos vizinhos. O corpo de Alex foi enterrado no Cemitério de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, em cerimônia com a presença dos parentes e amigos. Segundo Viviane, a mãe de Alex soube da morte do filho pelo coordenador da empresa de montagem de eventos onde ele trabalhava, depois que passou a noite inteira esperando o jovem chegar em casa. "Minha mãe ficou durante a noite toda esperando ele chegar. Porque, por mais que ele largasse de 18 horas e fizesse hora extra, geralmente ele chegava em casa meia-noite, 1 hora da manhã. Só que minha mãe disse que começou a ter a sensação quando ele não chegou. Ela ficou ligando para ele e por volta de umas 6 horas da manhã foi quando o coordenador dele chegou, junto com uma pessoa responsável da empresa para anunciar o fato", disse. Ainda segundo Viviane, a comoção gerada pela morte de Alex mobilizou amigos e vizinhos. "Hoje no velório, as vizinhas de outros lugares onde minha mãe trabalhou vieram homenageá-lo e também vieram pedir por justiça. (...) A gente só consegue bater de frente, a justiça mesmo, quando ela é de fato feita da forma correta e devida", declarou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2025/11/30/irma-trabalhador-que-morreu-atropelado-durante-montagem-de-feira.ghtml


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